20 agosto, 2026
Shanghai é uma cidade de contrastes. O antigo porto às margens do Huangpu, os bairros residenciais que preservam parte de sua arquitetura do início do século XX e os distritos que hoje concentram moda, design e alguns dos endereços mais contemporâneos da China convivem a poucos quilômetros de distância.
Por isso, escolher onde ficar também pode mudar bastante a experiência da viagem. A WildChina Corporate Services reuniu cinco de seus hotéis de luxo favoritos na cidade, cada um ligado a um lado diferente de Shanghai.
The Peninsula Shanghai

Para começar pelo cartão-postal da cidade: o Bund é a histórica avenida à beira do rio Huangpu, marcada pelos edifícios monumentais construídos principalmente durante o período em que Shanghai se consolidava como um grande centro comercial internacional. É ali, no número 32, que está o Peninsula.
O hotel ocupa um edifício inspirado no Art Déco e olha diretamente para Pudong, o skyline futurista que surgiu do outro lado do rio e se tornou símbolo da Shanghai contemporânea. Essa localização coloca duas épocas da cidade praticamente frente a frente. Dentro do hotel, o clima continua clássico, dos quartos espaçosos ao tradicional afternoon tea no Lobby, servido com música ao vivo.
Capella Shanghai, Jian Ye Li

Aqui vale conhecer primeiro uma palavra: shikumen. Esse estilo de residência, que combina elementos chineses e ocidentais e se organiza em pequenas vielas, foi durante décadas uma das imagens mais características da vida cotidiana em Shanghai. Grande parte dessa arquitetura desapareceu com a transformação da cidade.
O Capella ocupa justamente um dos conjuntos preservados em Xuhui. Em vez de uma torre, são villas de um, dois e três quartos distribuídas entre vielas e pátios, com interiores inspirados na Shanghai dos anos 1930. Para quem quer conhecer um lado mais residencial e intimista da cidade, é uma proposta bem diferente dos grandes hotéis do Bund.
Upper House Shanghai

Jing’an ajuda a entender a Shanghai de hoje. É uma região central onde escritórios, restaurantes, arquitetura contemporânea e grandes marcas internacionais dividem espaço com alguns dos endereços históricos da cidade. A West Nanjing Road, a poucos passos do hotel, é uma de suas principais avenidas comerciais.
O Upper House acompanha esse espírito mais atual, com projeto do arquiteto italiano Piero Lissoni e uma estética limpa e discreta. Mesmo estando em uma das áreas mais movimentadas de Shanghai, o ambiente interno é mais tranquilo e informal do que o encontrado nos hotéis de luxo tradicionais.
Bvlgari Hotel Shanghai

O Bvlgari trabalha justamente com uma das características mais interessantes de Shanghai: a convivência entre construções históricas e uma cidade que se reinventa em ritmo acelerado.
Uma torre contemporânea está conectada ao antigo prédio da Shanghai Chamber of Commerce, concluído em 1916 e restaurado como parte do projeto. O contraste acompanha a experiência: o restaurante Bao Li Xuan ocupa o edifício histórico, enquanto, nos andares mais altos da torre, o Bvlgari Bar, o Il Ristorante – Niko Romito e o La Terrazza olham para o skyline. É um hotel que ganha outra energia no fim do dia.
Regent Shanghai on the Bund

E voltamos ao Huangpu, mas com uma leitura diferente. No Regent, grandes janelas e ambientes mais claros colocam o rio e Pudong no centro da experiência.
Isso importa especialmente em Shanghai porque o Huangpu funciona quase como uma linha do tempo da cidade: de um lado está o Bund histórico; do outro, os arranha-céus de Pudong que praticamente não existiam até poucas décadas atrás. Do quarto, é possível observar justamente esse encontro entre as duas Shanghais.
Cinco hotéis excelentes, mas por razões bem diferentes. Na hora de montar um roteiro pela cidade, vale pensar também no que você gostaria de encontrar ao sair do hotel — ou simplesmente ao abrir a janela.
