Minha jornada pelo Sri Lanka

Por Jeverson Zanini

Este mês tive a oportunidade de viajar ao Sri Lanka para participar da mais recente edição do inVOYAGE, o principal evento de viagens de incentivo de luxo de nossa indústria. Levei comigo uma delegação de hosted-buyers da América Latina e, depois do evento em Colombo, seguimos todos para um post-tour de quatro noites organizado pelo escritório local da Creative Travel DMC. Eu já esperava um destino exótico e interessante, mas o Sri Lanka acabou sendo muito mais do que isso — foi uma surpresa atrás da outra.

Antes de entrar no roteiro, vale falar um pouco sobre o país. O Sri Lanka tem uma história fascinante, marcada pela presença Tamil, pelo legado português, holandês e britânico, e por uma natureza tão exuberante que rendeu ao país o apelido de “Ilha Esmeralda”. É impressionante como tudo é verde, vivo, espalhado por todo canto, quase como uma versão mais leve da nossa Mata Atlântica. E, claro, impossível não lembrar do chá: o país é considerado o produtor do melhor chá do mundo, herança direta da colonização inglesa.

Colombo: uma capital que surpreende

Nossa viagem começou em Colombo, a capital — mas uma capital compacta, com cerca de 650 mil habitantes e um clima muito gostoso de explorar. A cidade oferece hotéis excelentes, bons restaurantes, cafés charmosos, mercados locais vibrantes e templos budistas e hindus que já dão o tom espiritual do país. Além disso, tem uma costa bonita, com praia e um calçadão agradável. Para quem chega ao Sri Lanka pela primeira vez, Colombo já abre a viagem muito bem. Nos hospedamos no novíssimo City of Dreams, da rede local Cynamon.

Kandy: espiritualidade em meio ao verde

De lá seguimos para Kandy, uma cidade rodeada por montanhas verdes e que abriga um dos templos budistas mais importantes do país: o Templo do Dente de Buda. Reza a história que um dente de Siddhartha Gautama, criador do budismo, foi levada para ali, tornando o templo um dos centros espirituais mais reverenciados do Sri Lanka. A cidade inteira tem um clima especial, tranquilo e profundamente conectado à natureza e à espiritualidade. Nos hospedamos no Hotel Golden Crown.

Sigiriya: história, aventura e vida selvagem

Depois de Kandy, partimos para Sigiriya — provavelmente uma das partes mais marcantes da viagem. Lá está a famosa Lion Rock, uma fortaleza construída no topo de uma rocha gigantesca, com mais de 200 metros de altura. A subida é feita por escadas grudadas na rocha (um misto de adrenalina e contemplação) e a vista lá de cima é realmente incrível.

A região também oferece a possibilidade de fazer safáris para ver elefantes em seu habitat natural — e nós tivemos essa sorte. Passamos algumas horas observando dezenas de elefantes em uma das reservas da área, uma experiência que ficou gravada na memória de todo o grupo.

Outro ponto alto foi a visita a um Spice Garden, onde aprendemos sobre as especiarias locais, especialmente a canela, pela qual o Sri Lanka é famoso. Participamos de um workshop de culinária, aprendemos sobre o curry e suas folhas, e conhecemos plantas medicinais e óleos essenciais produzidos ali mesmo. Para completar, experimentamos um spa ayurvédico de uma hora e meia — e posso dizer que foi tão interessante quanto relaxante.

A gastronomia, aliás, merece um capítulo à parte: saborosa, condimentada, surpreendentemente leve e nem sempre picante. Descobri a lentilha do Sri Lanka, diferente da nossa no Brasil — e maravilhosa.

Na região Sigirya nos hospedamos no Heritance Kandalama, um hotel isolado na natureza, com belíssimas vistas e desenhando por Geoffrey Bawa. Conhecemos na região os belíssimos Ayugiri Wellness Resort e Water Garden Sigriya, verdadeiros refúgios de tranquilidade e hospitalidade

Negombo: descanso para fechar a viagem

Fechamos a jornada em Negombo, uma região de praia perto de Colombo. Foi o momento perfeito para relaxar: fizemos um luau, curtimos a praia e encerramos a viagem com um jantar especial, à beira-mar, com fogueira e música local. Um final perfeito.

Um destino para voltar — e recomendar

Voltei com a sensação clara de que preciso retornar ao Sri Lanka. Ainda faltam explorar as praias do sul — dizem que maravilhosas — e também a costa leste, conhecida por ser belíssima. É um destino que surpreende pela organização, pela limpeza, pela segurança e pela hospitalidade. Viajar pelo país é confortável, as estradas são boas e tudo funciona bem.

É um destino muito versátil: perfeito para pequenos grupos de incentivo (algo entre 40 e 80 pessoas), mas também ótimo para casais, famílias, viagens de lua de mel e viajantes curiosos e exploradores. Fácil de combinar, fácil de circular, fácil de gostar.

O Sri Lanka me conquistou — e tenho certeza de que conquistaria muita gente também. A viagem, do início ao fim, contou com a curadoria e cuidado do incrível time local da Creative Travel!