Jordânia em foco: como está o destino segundo Isabel Fernández

A Jordânia é um destino que desperta curiosidade e, ao mesmo tempo, gera algumas dúvidas entre viajantes e profissionais do setor turístico, especialmente devido à instabilidade em países vizinhos.

Para oferecer uma visão atualizada e de primeira mão, conversamos com Isabel Fernández, gerente comercial da Avant Garde na Colômbia, que participou recentemente de um famtrip pelo país, organizado pelo Karma House DMC. Nesta entrevista, Isabel compartilha suas impressões sobre segurança, experiências culturais e oportunidades para os segmentos de lazer e MICE.

1. Isabel, você acabou de retornar de um famtrip na Jordânia. Pode nos contar sobre a sua rota aérea, o itinerário e a primeira impressão ao chegar ao país?

Viajei de Bogotá via Istambul com Turkish Airlines rumo a Amã. O aeroporto me surpreendeu por estar moderno e bem organizado, embora com controles de segurança rigorosos, como a proibição de entrada de drones.

O programa começou em Jerash e na Cidadela de Amã. Em seguida seguimos para o Mar Morto, com paradas em Madaba e no Monte Nebo, onde flutuar em suas águas ao pôr do sol foi uma experiência inesquecível.

Nos dias seguintes visitamos Betânia, uma fábrica de produtos do Mar Morto e, claro, Petra, que agora conta com a novidade de um restaurante dentro da cidade nabateia. Em Little Petra, percorri seus caminhos e o mercado beduíno com vista para o cânion, antes de seguir para o deserto de Wadi Rum, onde apreciamos o pôr do sol em camelo e um jantar beduíno no acampamento.

Finalizamos em Aqaba, com estadia à beira-mar e atividades aquáticas no Berenice Beach Club, antes de retornar via Amã para Istambul.

2. A Jordânia está em uma região sensível, próxima a conflitos. Como foi a sensação de segurança durante a viagem e o que você percebeu entre turistas e locais?

Foi surpreendente. Apesar das notícias da região, a sensação no destino é de tranquilidade. Vi grupos de turistas de várias partes do mundo viajando normalmente, incluindo famílias. Em nenhum momento me senti insegura. Os jordanianos se esforçam para transmitir hospitalidade e mostrar que o país é estável e seguro para receber visitantes.

3. Esta foi sua segunda visita ao destino. Quais lugares ou experiências mais marcaram desta vez? Algum momento especial que destacaria?

Sem dúvida, Petra continua sendo inesquecível. Fiquei surpresa com a organização dos vendedores beduínos; o escritório de turismo da Jordânia investiu muito para melhorar o serviço e o atendimento ao turista. Por exemplo, instalaram mais banheiros, maior controle e segurança nos pontos mais populares para fotos. Também destaco os novos restaurantes dentro da antiga cidade nabateia.

Outro local novo que me impressionou foi o Wadi Rum Visitor Center, com lojas, banheiros e serviços para os turistas que visitam o deserto. Em geral, percebi o quanto o governo investiu em infraestrutura turística.

4. Do ponto de vista MICE, como avalia as condições atuais da Jordânia para receber eventos, incentivos e grupos corporativos?

A Jordânia está muito bem preparada. Amã oferece excelentes hotéis com infraestrutura para convenções e eventos, enquanto locais como Petra e Wadi Rum proporcionam experiências exclusivas que enriquecem programas de incentivos. Há opções para grupos de diferentes tamanhos, sempre com o valor agregado da cultura e da história do país.

O país tem muito a oferecer para montar um programa completo, e com um parceiro como o Karma House é possível criar experiências incríveis, com altos padrões de qualidade e atividades inovadoras.

5. Para o público de lazer, quais experiências considera imperdíveis para quem visita a Jordânia pela primeira vez?

Para uma primeira viagem, destacaria Petra, Mar Morto e Wadi Rum, experiências únicas e complementares. Recomendo também incluir Aqaba, no Mar Vermelho, que combina bem com itinerários de descanso. Vejo grande potencial em viajantes que buscam experiências culturais e autênticas, assim como em grupos de incentivos que desejam algo fora do comum, mas com boa infraestrutura.

6. O que mais te surpreendeu na Jordânia, algo que talvez não esperava encontrar?

Fiquei impressionada com o nível de modernidade de Amã, uma cidade vibrante e cosmopolita que contrasta com os cenários históricos do país. Outro ponto foi a gastronomia: rica, saudável e cheia de sabores, um diferencial para quem valoriza experiências culinárias.

7. Que oportunidades enxerga hoje para agências que desejam incluir a Jordânia em seus portfólios?

A oportunidade está em oferecer um destino que combina história, cultura, natureza e hospitalidade, sem os problemas de saturação turística de outros lugares do Oriente Médio. É um produto diferenciado que agrega valor às agências e operadores que buscam surpreender seus clientes. Apesar de já ter feito um programa bastante completo, sei que há muitas atividades e lugares ainda a explorar.

8. Qual mensagem deixaria para profissionais de turismo e eventos da América Latina que ainda têm dúvidas sobre recomendar a Jordânia?

Eu diria: confiem. A Jordânia é segura, estável e tem uma hospitalidade que conquista. O destino se adapta muito bem ao perfil latino, que valoriza experiências autênticas e memoráveis. É uma excelente opção para diversificar portfólios e surpreender clientes que já conhecem destinos mais tradicionais.

A experiência de Isabel reforça que a Jordânia continua sendo um destino seguro, acolhedor e cheio de possibilidades, tanto para viajantes de lazer quanto para o mercado MICE. Com cenários históricos como Petra, paisagens únicas no deserto de Wadi Rum e hospitalidade local, o país se consolida como uma opção diferenciada no Oriente Médio, oferecendo experiências transformadoras que unem autenticidade, infraestrutura e segurança.